“Entrevistamos mil pessoas e examinamos seus pés. A teoria dos chacras (pontos do corpo que correspondem a emoções) nos ajudou. Reunimos estudos do mundo inteiro sobre o assunto nos últimos 30 anos para elaborar nosso mapa”, comenta o terapeuta Imre Somogyi, que realizou a pesquisa com a esposa, a médica Margriet.
Foto: Arte: O Dia
Arte: O Dia
Os resultados foram publicados em livro vendido no Brasil com o nome ‘A Linguagem dos Pés’, em duas versões, pelas editoras Mercuryo e ProLíbera.
Quando o objetivo é deixar alguém aos seus pés, a principal dica dos especialistas é observar os dedos do amado (a). Se algum deles tem tamanho diferente do que deveria, ou seja, foge da linha diagonal que sairia do dedão para o dedinho em ordem decrescente, é sinal de que a característica correspondente está exacerbada ou diminuída.
“Por exemplo, os dedões simbolizam amor e tristeza. Se a pessoa tem os dedões curtos, não é capaz de expressar bem sentimentos. Pode ser que te ame e não saiba dizer”, pondera Imre.
Dedões grandes demais denotam que a pessoa fala muito e tem pouco cuidado com o que diz. O jeito é aturar a tagarelice e relevar palavras inconvenientes. Se algum dos dedos não mantém contato com o chão, isso significa que o amado (a) é superimaginativo, pode estar vendo coisas além da realidade. Dedo de ponta quadrada denuncia alguém inflexível.
O joanete aparece em pessoas que colocam os interesses dos outros acima dos próprios sonhos e se lamentam por isso. É o caso da produtora Fernanda Schetine, 31 anos, que de tanto fazer isso teve até que operar o pé. “Essa teoria está certa. Vivo a vida dos namorados e ao invés de retribuírem, eles sempre pedem mais e eu fico frustrada”, confessa.
No Brasil, o reflexoterapeuta Osni Tadeu Lourenço se interessou pelo tema e se uniu a Imre nos estudos. Ele garante que quanto mais bonito o pé, mais equilibrado é o dono. “Do mesmo jeito que ele se altera e ganha calos ao longo da vida, por mágoas e frustrações, volta a ser harmonioso quando a pessoa se transforma”, explica.
A reflexologia pode ajudar: ao pressionar certos pontos dos pés, o terapeuta estimula o cérebro a corrigir o que está errado.
Teoria ajuda pais a entenderem melhor seus bebês
A intenção principal do casal holandês no início de sua pesquisa era ajudar pais a entenderem seus filhos bebês. “Eu e a Margriet perdemos muitos anos das nossas vidas porque nossos pais não nos conheciam e queriam que fôssemos como eles”, explicou Imre.
No final do ano 2002, ele pediu a pessoas interessadas que mandassem fotografias dos pés de crianças entre zero e um ano de idade. Mais de setenta pares de dedos foram analisados em três meses.
O resultado foi enviado por e-mail aos participantes. “Para a minha grande satisfação, muitos relataram que, apesar da pouca idade da criança, já conseguiam reconhecer no bebê muitas qualidades descritas. Ao entenderem a psique do bebê, os pais podem modificar sua abordagem no cuidado e na educação de seu filho, bem como sua própria conduta”, defende.